Documentação

Carta encíclica Laudato Si´

 

Contribuição da Igreja para o cuidado da Casa Comum, em mensagem dos bispos espanhóis

Na mensagem da Comissão da Pastoral Social da Conferência Episcopal Espanhola, no Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (1 de Setembro), os bispos salientaram: “Água e energia: dois pilares básicos da Casa Comum”. Citam várias vezes a Laudato Si’ e recordam os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030. Relativamente à realidade do seu país, alertam para a chamada “pobreza energética”, devido aos preços elevados de um recurso dito universal, e referem o acesso à água potável que, sendo um recurso escasso, é “repartido de forma tão desigual pelo território”.

Sublinham então a contribuição que a Igreja Católica e as comunidades cristãs podem dar ao cuidado da Casa Comum. A comunidade cristã, à qual nada do que é humano lhe é estranho, tem na doutrina social da Igreja um “tesouro que pode iluminar as difíceis questões que levanta o acesso à água e à energia”. A contribuição que propõem os prelados espanhóis não é propriamente técnica ou política, mas antes de ordem cultural, ética e espiritual, e apresentam-na nas seguintes linhas: 1. A chamada à solidariedade e à sobriedade; 2. A atenção aos mais pobres, a defesa dos direitos humanos e a denúncia da injustiça; 3. A redescoberta do sentido da criação, para lá do uso instrumental dos recursos naturais; 4. A importância do trabalho educativo, a transformação cultural e a espiritualidade.

Concluindo, unem-se a todos os cristãos e pessoas de boa vontade pelo bem comum da família humana, dando graças pelo dom da vida e pela criação. Comprometem-se a trabalhar pela justiça, pela paz e reconciliação entre os povos e com a criação. Reconhecem agradecidos a fonte de todo o dom, o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, “criador de todo o visível e o invisível”. Mensagem na íntegra, em espanhol, aqui.

 

Casa Comum: encaremos os problemas com espírito orante, propõe fr. Lopes Morgado

À nossa sugestão de momentos de oração inspirada na Laudato Si’, respondeu fr. Lopes Morgado, ofmcap com um conjunto de propostas (ver aqui) em que, fundamentalmente, escolhe diferentes questões mencionadas na carta encíclica e lhes associa pequenos excertos das orações finais da Laudato Si´ ou do Cântico das Criaturas de S. Francisco de Assis, com um tocante efeito poético. Uma contribuição valiosa para rezarmos para o cuidado da casa comum, renovando o nosso empenho em proteger o dom da Criação.

 

Nota sobre o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação

A Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana divulgou uma nota relativa ao Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (1 de Setembro) em que, nomeadamente, manifesta a sua vontade de ter com a terra uma relação que dê frutos de paz, corrigindo decisões que se vai percebendo que não são adequadas às circunstâncias. A terminar, convida todas as comunidades cristãs a dar graças a Deus pela Criação e a pedir ao Criador a conversão dos nossos corações e a dos corações daqueles de quem dependem as leis e os programas económicos que permitem uma verdadeira mudança estrutural

 

Para uma ecologia integral – Acentuações de Laudato Si’

Esta é a proposta que nos oferece o padre António Martins, membro e colaborador da Rede (devemos-lhe as homilias quaresmais, oportunamente publicadas aqui no site), para aprofundarmos a noção de “ecologia integral” elaborada na Laudato Si’. Segundo o autor, destaca quatro aspetos da encíclica que podem constituir também outras tantas entradas de leitura:

  • 1.º A raiz antropológica da atual crise ecológica;
  • 2.º «Ecologia integral»: aproximação ao conceito e âmbitos de implicação;
  • 3.º Ecologia e teologia trinitária da criação;
  • 4.º Conversão ecológica e complementaridade de saberes.

 

Palavras do Papa à conferência internacional nos três anos da Laudato Si’

“Agradeço a todos vós por se reunirem para ‘ouvir com os vossos corações’ os gritos cada vez mais desesperados da Terra e dos seus pobres, que procuram a nossa ajuda e responsabilidade”, disse o papa Francisco dirigindo-se aos participantes na conferência internacional que assinalou os três anos da Laudato Si’, recordando o desafio da encíclica à mudança e a uma conversão ecológica e o princípio de que “está tudo ligado”, no qual se centra a ecologia integral.

Afirmando que “há um perigo real de que venhamos a deixar às gerações futuras apenas ruínas, desertos e lixo”, Francisco expressou a sua “esperança de que a preocupação pelo estado a nossa casa comum se traduzirá em esforços sistemáticos e concertados, visando uma ecologia integral” e sublinhou que “não podemos perder tempo”. “Estados, poder local, sociedade civil e instituições económicas e religiosas podem promover a cultura e prática de uma ecologia integral”; “é necessário mudar o paradigma financeiro a fim de promover um desenvolvimento humano integral”; o que há a fazer pressupõe uma “transformação a um nível mais profundo, nomeadamente uma mudança dos corações e das mentes” – foram mais algumas das suas recomendações.

Por fim destacou que “o diálogo e o compromisso com a nossa casa comum devem dar um lugar especial a dois grupos de pessoas […]: jovens e populações indígenas, em particular as da Amazónia” (que estarão no centro dos dois próximos sínodos da Igreja Católica).

A terminar, Francisco reiterou que a “esperança se baseia na nossa fé no poder do Pai celeste”: “No coração do mundo, o Senhor da vida, que nos ama tanto, está sempre presente. Não nos abandona, não nos deixa sozinhos, porque se uniu definitivamente à nossa terra, e o seu amor impele-nos constantemente a encontrar novos caminhos para ir em frente” (LS, 245). Texto na íntegra, em italiano ou inglês.

 

Discurso do Papa aos empresários do sector da energia

O papa Francisco foi muito directo e incisivo nas palavras que dirigiu, no dia 9 de Junho, aos dirigentes de empresas do sector da energia, reunidos em Roma no simpósio “Transição energética e cuidado da casa comum”. Reconhece que é necessária uma “enorme quantidade de energia para todos”, mas logo acrescenta:

A qualidade do ar, o nível dos mares, a consistência das reservas de água doce, o clima e o equilíbrio de ecossistemas delicados não podem deixar de ser afetados pelas modalidades com que os seres humanos saciam a sua “sede” de energia, infelizmente com graves desigualdades.

Para saciar esta “sede” não é lícito aumentar a verdadeira sede de água, nem a pobreza e nem sequer a exclusão social. A necessidade de ter à disposição quantidades crescentes de energia para o funcionamento das máquinas não pode ser satisfeita ao preço de envenenar o ar que respiramos. A necessidade de ocupar espaços para as atividades humanas não pode ser satisfeita de modo a colocar em sério perigo a existência da nossa e das demais espécies de seres vivos na Terra.

E, mais adiante recomenda “uma estratégia global” perante o que chama “um desafio epocal”, pedindo empenho particular “a favor de um melhor acesso à energia dos países mais vulneráveis” e que se acelere “o desenvolvimento sustentável de energias renováveis”. Refere ainda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, bem como o Acordo de Paris, subscrito por 196 países e exclama: “A civilização requer energia, mas o uso da energia não deve destruir a civilização!”

Francisco fala ainda da “equidade intergeracional”, de “finanças verdes”, de a transição energética ser “cada vez mais urgente”. E lembra que “são os pobres que sofrem em maior medida por causa das devastações do aquecimento global, com as crescentes perturbações no campo agrícola, a insegurança da disponibilidade de água e a exposição a graves eventos meteorológicos”.

Pede “uma maior consciência de que todos nós fazemos parte de uma única família humana”, devendo cultivar essa “unidade fundamental que ultrapassa todas as diferenças” e a “solidariedade universal e intergeracional”, pois é preciso “um projeto comum a longo prazo que invista hoje para construir o amanhã”: “Os problemas ambientais e energéticos já têm um impacto e uma dimensão global. Por isso, exigem respostas planetárias, procuradas com paciência e diálogo, e perseguidas com racionalidade e constância.” Retomando algumas reflexões da Laudato Si’, o Papa fala de “um ser humano novo” e de “uma nova forma de liderança”, para terminar pedindo aos empresários que o escutavam que usassem a sua competência profissional “ao serviço de duas grandes fragilidades do mundo de hoje: os pobres e o meio ambiente”.

Não há tempo a perder: recebemos a Terra do Criador como uma casa-jardim; não a transmitamos às gerações futuras como um lugar selvagem.

 

Mensagem do papa Francisco ao patriarca Bartolomeu, Junho 2018

Na mensagem dirigida pelo Papa ao patriarca ortodoxo Bartolomeu I, por ocasião do simpósio ecológico internacional realizado em Atenas de 5 a 8 de Junho – “Toward a Greener Attica: Preserving the Planet and Protecting its People” –, Francisco retoma a preocupação já expressa na Laudato Si’: “Podemos estar a condenar as gerações futuras a uma casa comum em ruínas” (cf. LS 160). A crise ecológica, continua o Papa, deve levar-nos a fazer um sério exame de consciência relativamente à protecção do planeta confiado ao nosso cuidado (cf. Gn 2,15).

A criação deve ser “vista como uma dádiva partilhada e não como uma possessão privada”; a crise que enfrentamos nasceu de o homem “aspirar a controlar e explorar os recursos limitados do nosso planeta, ao mesmo tempo que ignora os membros vulneráveis da família humana” (cf. LS 2).

Cuidar da criação cabe a todas as pessoas de boa vontade, mas dos cristãos espera-se uma resposta inequívoca. Assim, o papa Francisco expressa a sua esperança em que comunidades cristãs e pessoas de boa vontade colaborem activamente a nível local no cuidado da criação e para um desenvolvimento integral e sustentável.

 

Para Oração dos Fiéis – 2

Nestas duas sugestões as intenções têm muito presente a conversão à ecologia integral, abrangendo o meio físico, mas também o social, a economia, a justiça e a paz, a espiritualidade.

 

Carta pastoral dos bispos da América Latina e das Caraíbas

“Discípulos Misioneros Custodios de la Casa Común – Discernimiento a la luz de la encíclica Laudato Si” é um título que desafia à leitura. Começa por oferecer um excelente guia para um melhor conhecimento da Laudato Si’, sublinhando ideias mestras a par de citações da encíclica. A seguir, vira-se para a realidade daquele continente e menciona iniciativas da CELAM nos últimos anos, denunciando situações sociais graves, mas também procurando lançar pontes. Aponta então os holofotes para o chamado “extractivismo”, isto é, a crescente actividade de extracção de matérias-primas, feita cegamente com o fito no lucro e criando uma série de problemas ambientais e repercussões negativas para as populações locais, sobretudo as mais pobres. E, posto isto, lembra que temos responsabilidade pela criação, que é um projecto do amor de Deus, e exorta as comunidades a não ficarem passivas e conformadas. Retorna à Laudato Si’ para falar do “evangelho da Criação” e do dever que toca a todos de cuidar desse dom, para instar a que se alterem as más práticas e se tomem medidas urgentes com sentido do bem comum e, em particular, respeitando as populações indígenas que devem participar nas decisões que as afectam. É preciso “criar uma nova cultura do cuidado da vida” que começa em casa, desde logo com acções concretas ao alcance de todos, como as que o Papa sugere na encíclica. O último capítulo, sobre a conversão ecológica integral, exorta à mobilização de paróquias, escolas e universidades, bairros, dioceses, seminários e casas religiosas, todos os grupos e comunidades e, claro, a família, “lugar da formação integral”.

A Cidse, disponibiliza traduções do documento para alemão e inglês, além de versões abreviadas com as ideias-chave em francês e em inglês, em https://www.cidse.org/publications/climate-justice/latin-american-episcopal-council-pastoral-letter.html.

 

«Fundamento de uma ecologia integral segundo Teilhard de Chardin»

Ecologia integral é, sem dúvida, um conceito mais profundo e abrangente do que aquele que, em geral, temos em mente ao referir, a torto e a direito, “ecologia”. O Papa, na carta encíclica Laudato Si’, desafia-nos a ir mais longe e abarcando toda a Criação. Esta noção, de que “tudo está interligado”, como Francisco insiste ao longo da sua encíclica, remete-nos de imediato para Teilhard de Chardin. Essoutro jesuíta, pensador à frente do seu tempo e que buscou sem descanso a visão que unia dois mundos tratados habitualmente em separado, disse do seu percurso interior:

Por educação e formação intelectual, pertenço aos “filhos do Céu”. Mas por temperamento e estudos profissionais sou um “filho da Terra”. […] deixei que, no fundo de mim, reagissem livremente entre si duas influências aparentemente contrárias. Ora, ao fim desta operação, e após 30 anos consagrados à perseguição da unidade interior, tenho a impressão de que uma síntese se operou naturalmente entre as duas correntes que me solicitam. Isto não matou aquilo. Hoje, creio provavelmente melhor de que nunca em Deus, e sem dúvida mais do que nunca no Mundo. [in A Minha Fé, 1934]

Maria de Lourdes Paixão, da Associação dos Amigos de Teilhard de Chardin, disponibilizou-nos um texto por si elaborado de grande interesse para quem deseje abordar ou aprofundar o conhecimento do pensamento e das obras mais marcantes de Teilhard. Sugerimos deixarem-se guiar por esta exposição de M.L.P., numa rota para percorrer devagar, detendo-se aqui e ali, ou fazendo um desvio sugerido por alguma(s) das inúmeras referências a outros pensadores.

 

O nosso proceder na casa comum

Uma meditação sobre temas transversais da Laudato Si’ – eis uma proposta, que podemos dizer “irrecusável”, para aprofundar o sentido e consequência para nós da Laudato Si’. O padre José Carlos Belchior, sj disponibilizou generosamente este convite a que nos perscrutemos, o qual preparou para Exercícios Espirituais.

 

Sugestões para a Oração dos Fiéis das missas dominicais

Estas orações – partilhadas por Maria José Mello Antunes e Maria Fortunata Dourado, membros da rede Cuidar da Casa Comum – exprimem louvor e prece, intenções que se vêm tornando mais presentes no caminho de conversão ecológica.

 

“Espiritualidade bíblica da criação para uma ecologia integral: desafios da Laudato Si’”

Este título já indica a abordagem e abrangência do artigo que o padre Armindo dos Santos Vaz, membro da Comissão de Apoio Teológico e Científico, nos oferece, numa linguagem acessível e que prende a atenção da primeira à última página. Desafia-nos com estas palavras iniciais:

A encíclica do Papa Francisco Laudato si’ abriu um alargado e prolongado debate que envolve o social, o religioso e a própria Bíblia. A sua estimulante proposta não tem só alcance político mas também ético e espiritual, qual ponte entre a contemplação e a acção. Mostra que a espiritualidade projecta luz na solução dos problemas do ambiente, ligando a natureza com a comunidade humana. É uma “ecologia integral”.

E vai-nos guiando numa releitura de textos da Escritura que inspiram uma espiritualidade da criação. Passo a passo, mergulhamos na poesia entranhada nessa narrativa não linear de revelação de Deus e do próprio homem no contexto da criação, da “natureza inteira, contemplada não só como criada, mas também como envolvida no plano amoroso e salvífico de Deus”.

A arte literária e a força significante do mito têm o condão de levar o leitor das narrativas bíblicas de criação a sonhar com a utopia de um admirável mundo impoluto, como saído das mãos de Deus. A ecologia global será mais bem-sucedida se os seus agentes formarem um pensamento humanizado e humanizador, sustentado pela visão global e harmónica do universo, contida nas narrativas de criação. Elas contribuem para formar uma consciência de responsabilidade humana e de respeito admirado pela integridade do mundo: compreendendo-se como relacionado com Deus na sua origem, o ser humano, hoje como em nenhuma outra geração, tem mais razões para cultivar uma paz activa com o mundo em que mora. […] A utopia mantém alta a chama da procura de mais qualidade de vida e de melhor convivência com a natureza; faz descer à Terra a dimensão do Céu.

 

Homilias quaresmais, com ecos da Laudato Si’

Graças à generosidade do P. António Martins, que faz parte da nossa rede e, mais especificamente, da Comissão de Apoio Teológico e Científico, temos três homilias para aprofundar a vivência da Quaresma, com inspiração na encíclica Laudato Si’:

  • Homilia 1 – Quaresma: Um tempo para educar o desejo
  • Homilia 2 – Quaresma: A oração como relação (contemplativa) com a criação
  • Homilia 3 – Quaresma: Renunciar para partilhar: ou a sabedoria da esmola

 

Carta do papa Francisco ao instituir o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação

Ao instituir na Igreja Católica, em 2015, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, já celebrado pelos ortodoxos, o papa Francisco escreveu uma carta em que sintetiza num parágrafo o essencial do apelo a cuidarmos da casa comum, numa perspectiva espiritual e de conversão, explicitando também a vocação ecuménica da sua iniciativa.

 

Na outra ponta da casa…

Podemos dizer assim, já que a Terra é a nossa casa comum e é do outro lado do Planeta que chegam vozes consonantes:

Austrália

Laudato Si’ – Um apelo urgente à acção

Vem do lado de lá do mundo um pequeno vídeo (em inglês) que foi produzido, em 2017, pela Catholic Earthcare Australia, da Conferência dos Bispos Católicos daquele país, para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que se celebra a 1 de Setembro. Alguns responsáveis católicos apresentam a sua perspectiva da encíclica Laudato Si’ e apelam a toda a comunidade católica para que aja. Destinado a escolas, paróquias e outras comunidades, convida à reflexão, ao diálogo e a acções concretas, de indivíduos, famílias, comunidades, até ao nível nacional, todos cuidando do planeta Terra, a nossa casa comum.

Nova Zelândia

Também nos antípodas, encontrámos uma Declaração sobre os Problemas Ambientais, da Conferência dos Bispos Católicos da Nova Zelândia. Faz pensar o facto de que data de há 12 anos e, sintomaticamente, tem uma actualidade impressionante.

 

Guia de Leitura da encíclica Laudato Si’

Para uns esta carta encíclica lê-se de fio a pavio e sem detença, para outros é um texto para ir “mastigando” ou saboreando paulatinamente. Sem dúvida que o seu conteúdo nos desafia desde o início a um aprofundamento do significado e implicações da nossa conversão ecológica, e a uma ecologia integral.

O guia de leitura do jesuíta norte-americano Thomas Reese, traduzido para português no Brasil, destina-se a facilitar a reflexão, que o autor sugere que seja feita em grupo e abordando um capítulo de cada vez. E nota: «Esta encíclica é ótima para uma leitura individual, mas ainda melhor para uma leitura coletiva, ou para uma discussão em grupo. Ler e discutir a encíclica em um grupo é exatamente a finalidade do documento, pois do início ao fim há chamadas para o diálogo.»

 

Acordo de Paris sobre as alterações climáticas

O Acordo de Paris é um acordo mundial sobre as alterações climáticas alcançado em 12 de dezembro de 2015, em Paris. O acordo apresenta um plano de ação destinado a limitar o aquecimento global a um valor “bem abaixo” dos 2 °C, e abrange o período a partir de 2020.

Principais elementos do novo Acordo de Paris:

  • Objetivo a longo prazo: os governos acordaram em manter o aumento da temperatura média mundial bem abaixo dos 2 °C em relação aos níveis pré-industriais e em envidar esforços para limitar o aumento a 1,5 °C
  • Contributos: antes e durante a conferência de Paris, os países apresentaram planos de ação nacionais abrangentes no domínio das alterações climáticas para reduzirem as suas emissões
  • Ambição: os governos acordaram em comunicar de cinco em cinco anos os seus contributos para estabelecer metas mais ambiciosas
  • Transparência: aceitaram também apresentar relatórios aos outros governos e ao público sobre o seu desempenho na consecução das suas metas, para assegurar a transparência e a supervisão
  • Solidariedade: a UE e outros países desenvolvidos continuarão a prestar financiamento à luta contra as alterações climáticas para ajudar os países em desenvolvimento a reduzirem as emissões e a criarem resiliência aos impactos das alterações climáticas.

As alterações climáticas são uma questão importante a nível mundial, que afeta todas as pessoas. Esta cronologia abrange o processo que levou à conclusão de um novo acordo mundial juridicamente vinculativo sobre as alterações climáticas – o Acordo de Paris e o seu seguimento. Abrange, igualmente, o papel da UE neste processo.                       [Texto do Conselho da União Europeia]

Encontra o documento em inglês aqui, e também pode escolher o texto noutra língua ou em word aqui.

 

“Como cuidar de nossa Casa Comum”, Leonardo Boff (22/08/2015)

Neste texto-interpelação, Leonardo Boff apresenta, em traços breves, um preocupante boletim de saúde do Planeta e diz-nos o que é cuidar da Terra, dos recursos que ela oferece, da humanidade e seu património, dos sonhos e do sagrado que nos habita.