Foram encontrados vestígios de microplásticos e de químicos perigosos na larga maioria de amostras de água do mar e de neve colhidas no princípio deste ano em zonas remotas da Antárctida, uma das últimas grandes áreas selvagens da Terra.

O resultado das análises feitas vem aumentar a preocupação manifestada por alguns cientistas sobre a contaminação permanente do Planeta, de que pode resultar uma crise comparável à das alterações climáticas. As Nações Unidas alertaram recentemente para esta ameaça ambiental, uma das maiores que o mundo já enfrentou, sublinhando que há 60 países a tomar medidas urgentes, mas é preciso fazer muito mais.

O estudo empreendido faz parte da campanha da Greenpeace para a criação do maior santuário oceânico do mundo nos mares da Antárctida, a fim de proteger aquele frágil ecossistema da pesca industrial e das alterações climáticas. A decisão sobre a proposta do santuário, avançada pela União Europeia e apoiada por grupos ambientalistas de todo o mundo, será tomada no próximo encontro da Comissão do Oceano Antárctico, na Tasmânia, em Outubro. Ler mais.