Na Dinamarca e Alemanha, há edifícios inteiramente construídos com materiais reciclados. Em Portugal, pouco ou nada se faz nesse sentido: a lei determina que se incorporem cinco por cento de materiais reciclados em obras públicas. Mas, a partir de 2020, na União Europeia, a percentagem obrigatória será de 70 por cento. Aline Guerreiro, “uma arquitecta contra as novas construções”, como ela própria diz, tem-se empenhado em fazer vingar esta forma de economia circular, com o apoio da Quercus.

Deve-se atender ao ciclo de vida dos materiais, “de onde foram extraídos, como vão ser fabricados, transportados, utilizados e, no fim da vida útil, como podem ser reintroduzidos”. Há que sensibilizar e educar, a questão da sustentabilidade tem de ser incutida. Nas universidades, e em Arquitectura em particular, tem de se tornar “uma ideia transversal a todo o curso”, diz Aline Guerreiro, que deixa uma sugestão que bem poderia fazer escola: “Os projectos deveriam passar a ser entregues com um projecto de desconstrução”. Leia mais sobre esta aposta na sustentabilidade.